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Na cama.

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Hoje me permiti desabar. Encher rios.  Às vezes tudo dói muito. Outras vezes carregamos o que dói por muito tempo.  Sentir com a profundidade da poesia e os maciços da leveza.  A guerra está fora. Dentro, é preciso acomodar a dor. Não se trata de bem ou mal, mas de relações humanas, e próprias. A guerra que acontece na aura, no aéreo do pensamento, em mim.  Agora sinto a solidão dos ninguéns, dos não lugares e um grito pulsando silencioso.   Não existe lugar para mim.  Leve, como ares,  nenhum lugar me acomoda  poesias, palavras... Talvez o silêncio das fotografias.