Dezembro, não só.

Hoje foi um dia atípico. Acordei chorando por causa de um sonho. Parecia que meus poros choravam, brandamente, e continuamente. Não lembro direito do sonho, mas lembro que havia um caderno azul. Meus avós estavam lá, no lugar do sonho, uma terra diferente, onde os pés afundavam. Era possível observar as pegadas dos que tinham vindo antes. 
Não sei como, mas eu sabia que algumas pegadas tinham a profundidade de 12 centímetros e outras de 5 centímetros. Diferiam apenas pela textura e rigidez. 
E o caderno sendo equilibrado nas mãos, pegada a pegada. Haviam cubos mágicos, por todos os lados. 
Do choro, eu sei que foi de alívio, depois me senti em paz. 
Mais tarde, quando levei o J. para a escola, me esqueci na praça por um tempo, sentei na grama, tirei os sapatos. O dia quente me trouxe um certo conforto, e uma aeração nos pensamentos. Mentalmente refiz planos que ainda não tinha feito, e reconheci o lugar comum. 
As coisas estão tão diferentes, as pessoas.  
Busco entender, e só consigo ficar mais confusa. 
Me disseram uma vez que tempos assim são de revolução e renovação. Tomara! 
À tarde gravei a primeira aula (novidades vem aí) e estranhamente me senti à vontade. Fosse em outro tempo, estaria nervosa até agora. 
Desde às 19h estou no plantão. Já é natal aqui, a sala exibe uma árvore enorme e brilhante. Dezembro sempre foi um mês controverso, preciso lembrar de ter paciência, metade do mês é meu inferno astral e a outra metade também. 






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