As melhores lembranças
(Foto do meu cantinho preferido na América de Baixo - Morretes - Paraná)
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Os dias estão lindos e a lembrança da minha avó dizendo que estava virando sapo com tanta chuva é cada vez mais distante. Acho mesmo que tenho as melhores lembranças do mundo, e que elas me salvam todos os dias.
De repente, me vi atravessando o rio Marumbi, depois de brigar com meu pai, equilibrando um prato, para almoçar tranquila, sentada numa pedra enorme, mesmo com a garoa. Teimosia pura!
Claro que a pedra não era tão grande assim, mas lembro que às vezes, sonhava que os conguitos pulavam no prato ou carregavam a pedra rio acima.
Poesia e comédia se misturavam, quando nos primeiros fins de semana, tinhamos que usar o rio como geladeira, e perdíamos melões e melancias para a correnteza.
Quantas memórias como essa formam um crônica?
Comida, crianças e adultos tentando descansar caçando mais trabalho.
Quantas viagens são lembradas pelos perrengues que faziam a família toda rir no final?
Era pequena, porém fabulosa, a lista das coisas que só fazíamos nessas viagens:
* Gritar muito alto, no meio absoluto do rio, e treinar para escapar das cabeças d’água.
* Descobrir novas praias doces, à partir dos córregos e entradas dos rios.
* fazer a não tão técnica visita à plantação para descobrir possíveis pragas e com poções mágicas exterminá-las
* Contar os carros que passavam na serra
* Atravessar pontes de arame (inclusive de bicicleta)
* espantar cobras
* traçar a rota dos lambaris e comer todo
pão que seria usado como isca
* ajudar o pai a colher um pouco de tudo que plantava e cascas de caneleira para casa e para os vizinhos
* aprender a atirar e a manejar um facão, para estarmos sempre seguras e nunca repetir o incidente que aconteceu com o avô.
* Colher flores perfumadas para presentear D. Arcanja depois do benzimento e oferecer aos mortos do nosso cemitério imaginário
* subir em árvores
* ouvir os “causos” assombrados ou não que toda gente contava naquele tempo
* sentir o aperto no peito quando a mãe começava a levantar acampamento e apostar corrida para um último mergulho (isso sempre atrasava o fim do domingo)
* Imaginar que aquele mínimo alqueire era um continente, com criaturas incríveis e mistérios infinitos.
* Ver o olhar de satisfação do meu pai quando chegávamos e partiamos.
De repente, me vi atravessando o rio Marumbi, depois de brigar com meu pai, equilibrando um prato, para almoçar tranquila, sentada numa pedra enorme, mesmo com a garoa. Teimosia pura!
Claro que a pedra não era tão grande assim, mas lembro que às vezes, sonhava que os conguitos pulavam no prato ou carregavam a pedra rio acima.
Poesia e comédia se misturavam, quando nos primeiros fins de semana, tinhamos que usar o rio como geladeira, e perdíamos melões e melancias para a correnteza.
Quantas memórias como essa formam um crônica?
Comida, crianças e adultos tentando descansar caçando mais trabalho.
Quantas viagens são lembradas pelos perrengues que faziam a família toda rir no final?
Era pequena, porém fabulosa, a lista das coisas que só fazíamos nessas viagens:
* Gritar muito alto, no meio absoluto do rio, e treinar para escapar das cabeças d’água.
* Descobrir novas praias doces, à partir dos córregos e entradas dos rios.
* fazer a não tão técnica visita à plantação para descobrir possíveis pragas e com poções mágicas exterminá-las
* Contar os carros que passavam na serra
* Atravessar pontes de arame (inclusive de bicicleta)
* espantar cobras
* traçar a rota dos lambaris e comer todo
pão que seria usado como isca
* ajudar o pai a colher um pouco de tudo que plantava e cascas de caneleira para casa e para os vizinhos
* aprender a atirar e a manejar um facão, para estarmos sempre seguras e nunca repetir o incidente que aconteceu com o avô.
* Colher flores perfumadas para presentear D. Arcanja depois do benzimento e oferecer aos mortos do nosso cemitério imaginário
* subir em árvores
* ouvir os “causos” assombrados ou não que toda gente contava naquele tempo
* sentir o aperto no peito quando a mãe começava a levantar acampamento e apostar corrida para um último mergulho (isso sempre atrasava o fim do domingo)
* Imaginar que aquele mínimo alqueire era um continente, com criaturas incríveis e mistérios infinitos.
* Ver o olhar de satisfação do meu pai quando chegávamos e partiamos.
Saudade das nossas histórias
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