Pequena crônica do encaixe



Hoje bateu uma vontade absurda de escrever. Não como antes ou depois, aqui ou mais adiante, mas passagem. 
Com o tempo percebemos que ser é feito de estágios,  e que por vezes caímos de paraquedas nas neuras das outras pessoas, sendo tudo, menos o que somos, menos um amor relvado.
Alimentada pelo movimento do cotidiano, acessível,  quase ritmado, continuo. 
As ruas são um laboratório gigantesco, revelando rostos, movimentos e histórias, verídicas e inventadas. 
Os próximos dias serão tudo o que não imaginei, a porta louca das possibilidades está aberta para o bem ou para o mal, e isso, me faz pensar que não me encaixo em nenhuma delas. 
Talvez me encaixe naquela hora do dia que as pessoas param e ouvem o que sentem, que decidem que o tempo é um ativo, e que cuidarão dele como se fosse seu próprio corpo e do corpo do outro como cuidariam de si mesmas. 
(k)
 












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